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Cerca de 40 mil professores da rede Estadual de ensino tomaram à Av. Paulista nesta sexta dia 12/03/2010

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Chávez coloca a Venezuela à disposição das tropas russas

Internacional
Chávez coloca a Venezuela à disposição das tropas russas
RTP Hugo Chávez volta a encontrar-se hoje com o Primeiro-Ministro José Sócrates

Hugo Chávez visitou a Rússia e fez uma revelação surpreendente. Se a Rússia quiser instalar armas ou homens em território venezuelano será recebido “em festa”.


Num momento em que as relações russo – americanas conhecem tempos de tensão – Estados Unidos a planearem instalar na Europa central um sistema de defesa anti-missil e os russos a responder ameaçando enviar bombardeiros estratégicos para Cuba, relembrando um pouco a crise dos mísseis em Outubro de 1962 que colocou o mundo à beira de uma guerra nuclear – a Venezuela coloca à disposição dos Russos o seu território.

O presidente venezuelano lembra que a Venezuela se encontra tão bem posicionada como Cuba.

Lembrando a capacidade da Rússia e da sua frota estar presente em qualquer parte do mundo, Chávez convidou-a a visitar as Caraíbas.

“Se as Forças Armadas russas quiserem estar na Venezuela serão recebidas calorosamente”, afirmou Hugo Chávez.

“Se algum dia uma frota russa chegar às Caraíbas içaremos bandeiras, tocaríamos tambores, e cantaríamos os hinos da Venezuela e da Rússia pois … seria a chegada de um aliado”, explicou Chávez.

O presidente venezuelano que visitou a Rússia, onde manteve conversações com o Presidente Medvedev e com o Primeiro-Ministro, Putin, teve a oportunidade de manter conversações sobre os sectores energéticos, industrial, financeiro, cientifica, tecnológico e da cooperação para a defesa.

Venezuela prepara-se para se defender do "Império maldito"

No plano militar, a Venezuela negoceia com a Rússia o fornecimento de aviões a jacto Ilyushin, submarinos a diesel, sistemas de defesa aérea TOR-M1 e possivelmente tanques.

“Concluímos que temos uma perfeita identidade de pontos de vista nas linhas gerais da nossa política externa”, declarou Chávez aos jornalistas.

“Pelo que graças à Rússia, graças a Putin e agora a Mdevedev e aos irmãos russos, a Venezuela iniciou um processo de fortalecimento da sua capacidade defensiva”, acrescentou o presidente sul-americano.

“Estamos a concluir o ciclo com os caça-bombardeiros Sukhoi 30 e agora estamos a trabalhar num dossier muito importante que é um sistema integral de defesa antiaérea de curto alcance de médio alcance e de longo alcance”, disse enfatizando a palavra longo como que a lembrar que o território norte-americano fica ali a pouca distância.

“Nós somos um país pacifista mas estamos ameaçados pelos Estados Unidos, estamos ameaçados por dentro e por fora. Os Estados Unidos têm um plano para invadir a Venezuela”, voltou a acusar Hugo Chávez, que justificou essa atitude norte-americana com “uma razão de peso”, que são as reservas de petróleo venezuelanas, as maiores reservas conhecidas do mundo.

Mantendo uma linha de pensamento que já vem sendo conhecida, Chávez acusa os EUA de “os Estados Unidos encheram o mundo de sangue e de dor”, mas vaticinou que “esse império maldito cairá este século, cairá porque tem os dias contados”.

Chávez em Portugal

O presidente venezuelano chega esta quarta-feira a Portugal para mais uma visita oficial.

Ao final da tarde será recebido em São Bento, pelo Primeiro-Ministro, José Sócrates.

Está prevista a assinatura de vários acordos bilaterais económicos, com especial incidência nos domínios das obras públicas, habitação e energia.

RTP
2008-07-23 09:27:56

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Eles não comem churrasco

A matéria abaixo foi publicada no IG Jovem (18/07 - 19:42hs)
Como e por que alguém é vegetariano?

Carol Patrocinio

“Mas como assim, você não gosta de uma picanha bem sangrenta?”, essa é uma pergunta que para muitas pessoas não incomoda, mas em alguns casos, se torna insistente, repetitiva e cansa quem a houve; é o caso dos vegetarianos.

Agora você, que não é vegetariano, deve estar se perguntando: “mas por que alguém deixa de comer carne?” e, em casos mais extremos, qualquer alimento de origem animal, além de tratar o meio ambiente diferente das pessoas ditas ‘normais’.

Os motivos

Para José Nunes, de 23 anos, foi uma coisa natural: “Fui criado fazendo churrasco. Todo final de semana era churrasco com a família e eu lá, cuidando da churrasqueira. Nessa época, já acontecia de eu pegar um pedaço de carne pra comer e quando eu olhava pra ela eu via um nervo, uma veia e pensava ‘pô, era uma vaca…’ e já não conseguia mais comer nada de carne, pulava pra salada”.

Pela saúde
Os vegetarianos pregam que ao não ingerir carne você equilibra os níveis de colesterol, reduz o risco de doenças no coração e de alguns tipos de câncer, além de evitar os hormônios de crescimento e antibióticos utilizados na criação dos animais para abate.

Pelo meio ambiente
Sem comer carne você reduz o impacto ambiental da sua alimentação. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, para produzir 1 kg de carne bovina você precisa gastar, mais ou menos, 15 mil litros de água (se você considerar o consumo do animal durante sua vida inteira); enquanto para produzir 1 kg de soja são gastos menos de 1300 litros de água, o que é só 10% do gasto com animais. A economia de água é, portanto, superior a 90%.

Pela ideologia
Homens não são melhores que os animais, portanto, não precisam se alimentar da carne dos bichinhos, já que sua vida não depende disso.

Outro motivo para parar de comer carne é a forma como os animais de abate são criados. As condições são horríveis, feita em pequenos espaços, com alimentos artificiais e tratados de forma agressiva durante o transporte ou antes do abate.

“Parei gradualmente com o consumo de carnes, parando com carne vermelha e de porco, depois aves e por fim, peixes. Nesse tempo fui estudando as variáveis da dieta vegetariana, como a lacto-vegetariana, vegana, crudivorismo, frugivorismo, etc. Estudei principalmente a dieta vegana, por ser a mais compatível com a idéia de ética no tratamento dos animais. Quando vi que tinha conhecimento suficiente sobre a dieta vegana, passei a abolir os alimentos de origem animal como mel, ovo, leite e gelatina da minha dieta, assim como produtos testados em animais”, conta José Nunes.

Os tipos de vegetarianos

Ovo-lacto-vegetariano
É o tipo de vegetariano que você mais encontra por aí. São pessoas que não comem nenhum tipo de carne, mas podem consumir leite, ovos e produtos derivados de animais.

Lacto-vegetariano
Nenhum tipo de carne faz parte da alimentação e o único derivado de animal aceito na dieta é o leite e produtos fabricados a partir dele.

Vegano
É o tipo de vegetariano mais difícil de seguir: eles não comem nenhum tipo de carne e nem qualquer produto que tenha origem animal. Porém, para os ‘vegans’, como são conhecidos, o consumo de produtos de origem animal não se baseia apenas na alimentação, mas segue também nos outros âmbitos da vida, como roupas, acessórios e produtos de beleza, nada que venha de animais ou seja testado neles é aceito. Ser vegan é um estilo de vida.

Crudivorismo
São os vegetarianos que além de não comer nada de origem animal, só comem alimentos crus.

Frugivorismo
Apenas frutas. A dieta dos Frugívoros não permite nada de origem animal e se baseia apenas em frutas.

O preconceito

Mas como tudo que muda os conceitos vistos como normais, a decisão de se tornar vegetariano ou vegan pode trazer sérios contratempos a sua vida social. José Roberto conta que no começo foi bem difícil: “Minha mãe não aceitou, dizendo que eu ia morrer de desnutrição, que eu deveria comer pelo menos peixe. Mas depois de um tempo ela se entregou e começou a se interessar pela culinária sem crueldade. No trabalho, era o assunto na hora do almoço, sempre com aquelas perguntas do tipo: ‘pô, você não come nem frango?’, ‘você vive do quê, de luz?’ e por ai vai”.

As bebidas

Vegetarianos podem beber, porém, ao escolher uma dieta vegetariana, seja ela de qualquer um dos tipos conhecidos, a pessoa acaba escolhendo também um tipo de vida mais saudável e fazendo a opção por alimentos, incluindo bebidas, que não prejudiquem seu corpo.

“Vejo uma possível ligação no aspecto da saúde, pois a maioria dos vegetarianos, além de pensar no bem estar e no tratamento ético aos animais, pensa também em manter hábitos saudáveis, o que talvez, vá contra o consumo de álcool”, comenta o vegan.

Não confunda

Muita gente acha que quem é Straight Edge - hardcore ou punk livre de drogas – também é vegan/vegetariano, mas nem sempre é assim. “São cenas convergentes, mas não tem uma ligação obrigatória, ou seja, ser straight edge não significa que você deva ser vegetariano e vice-versa. No Brasil, o que a gente tem é uma cena straight edge com a maioria sendo vegetariana ou vegana. Essa ligação acaba sendo algo natural dentro de um ambiente mais politizado, como a cena hardcore punk, não só straight edge”, explica José Nunes.

As dicas

Nada acontece de um dia para o outro. Se você quer se tornar vegetariano precisa entender o que está fazendo e ir mudando sua alimentação aos poucos, senão seu corpo pode sentir drasticamente essa mudança.

“Leia bastante sobre nutrição vegetariana e tenha força de vontade. Se você acredita na causa vegetariana, fica muito mais fácil”, incentiva José.

Virando expert

E como saber mais sobre esse pessoal, suas idéias, hábitos e a forma de vida, afinal, você precisa de uma ajuda pra começar, né!

José Nunes conta como entrou nessa: “O veganismo especificamente eu conheci através da cena straight edge de São Paulo, na Verdurada [evento que reúne músicas e palestras]. Foi numa palestra que conheci o termo “vegan”, seu significado e todas suas variáveis. Sem contar que, através da música, sempre ouvia mensagens de apelo vegetariano, como em músicas das bandas Gorilla Biscuits e Nations on Fire”.

FONTE: IG

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Governo federal e Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis assinam termo de compromisso

04/07/2008 - 12h07 - Por Kamila Almeida, do MDS

A ministra em exercício do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Arlete Sampaio, participou nesta quinta-feira (03), da assinatura do Termo de Compromisso entre órgãos do governo federal e o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). O documento estabelece o compromisso com o MNCR para construção de uma política pública no reconhecimento do trabalho dos catadores e desenvolvimento de ações para inclusão social e econômica do trabalhador. Serão investidas verbas para construção de galpões, implementação de projetos, aquisição de materiais e equipamentos, cursos técnicos em reciclagem, entre outros.

Além dos investimentos, a Unesco vai relançar o edital para projetos de apoio à organização de catadores. O edital permitirá fazer uma pesquisa sobre custo da coleta seletiva realizada pelos catadores em comparação com a coleta realizada pelas Prefeituras e pelas empresas para verificar o impacto dos trabalhos dos catadores para a cadeia produtiva da reciclagem. “Temos o compromisso de realizar ações para reconhecer os catadores”, reforçou Arlete Sampaio.

Participaram da assinatura representantes dos ministérios do Desenvolvimento Industrial e Comércio Exterior, das Cidades, da Saúde, do Trabalho e Emprego, da Ciência e Tecnologia, do Meio Ambiente e da Educação, da Caixa Econômica Federal, Subsecretaria de Direitos Humanos, BNDES, Casa Civil, Fundação Banco do Brasil e Petrobrás.

Crédito de imagem: André Carvalho/MDS

(Envolverde/Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome)

Eu Sou Neguinho - Joel Zito Araújo

Joel Zito Araújo*

O meu amigo Caetano, que no debate público é um provocador tão genial quanto na arte, também é, sem dúvidas, um atento observador da realidade racial brasileira desde jovem, quando Dona Canô gritava "meu filho corra, venha ver na TV aquele preto de que você tanto gosta!". Ou quando se irritou ao ver jovens de esquerda chamando Clementina de Jesus de macaca no Teatro Paramount, em 1968. Ou quando não deixou o país esquecer que o Haiti é também aqui. Mas agora, depois de tão bela história, depois de ter produzido poemas tão poderosos e belos sobre a negritude baiana, ele parece acreditar que o país acompanhou a sua cabeça e seu desejo de viver em uma democracia pós-racial.
O Brasil pós-racial é uma meta que compartilho, mas ainda é uma ficção. O dramaturgo Harold Pinter já disse que, na exploração da realidade por meio da arte, "não há distinções explícitas entre o que é real e o que é irreal, tampouco entre o que é verdadeiro e o que é falso". Mas que diferenciar essas condições é fundamental para o exercício da cidadania. É necessário dizer para o querido Caetano que não é coerente ter feito uma obra tão magnífica e assinar um manifesto contra cotas para jovens negros pobres na universidade.
E assim, mesmo agradecido pelo que ele fez, tenho que, atendendo a sua provocação (ver coluna de Jorge Moreno de 07/06/08), vir aqui dizer que a "realidade lá fora" continua brutal para aqueles que são "negros ou quase-negros de tão pobres". Eles continuam com suas chances de ascensão social condicionadas à cor de suas peles em estruturas seculares que reproduzem o racismo nos bancos escolares, na nossa TV, no sistema de saúde, no mercado de trabalho, na violência policial...
Não é possível ignorar as cotas como um movimento natural e necessário, apesar das imperfeições no processo. Diante da revolta contra sua condição de grupos populacionais excluídos, negros e índios lutam por uma reparação histórica, lutam por seus direitos. Hoje, por trás da emergência identitária destes grupos está a busca pelo reconhecimento dos direitos de partilha das riquezas materiais do país (partilha do direito à educação, à terra, à liberdade religiosa). Vivemos, finalmente, numa sociedade em que os "excluídos" lutam autonomamente no campo da democracia pelos seus direitos. São lutas de idéias, de conquista da opinião pública e de leis. E isso é muito bom, e deve ser respeitado e incentivado. E, veja bem, eles não estão esperando o socialismo, ou a vitória do universalismo francês, ou o triunfo do mercado, para ter acesso à educação. Eles querem acelerar processos, cobrar dívidas históricas. Evitar tensões raciais é promover o reconhecimento dos seus direitos e incentivar a sua luta política nas formas democráticas e republicanas. E tenho certeza de que o nosso querido Caetano sabe que Mangabeira Unger tá certo. Nós precisamos de uma segunda abolição. Mas como realizá-la sem nos defrontarmos com a questão racial?
E por que acreditar que revalorizar neste momento a criação colonial do mulato é um passo para a sociedade pós-racial? Onde é que o mulato é celebrado como ideal da nação? Nas artes, na telenovela, no cinema, na publicidade? O ideal do país desde os tempos da escravidão foi, e continua profundamente internalizado em todos nós, fazer do negro um mestiço e do mestiço um branco. Nossas crianças perdem a auto-estima ao aprender a sonhar em ser, mesmo que cirurgicamente, iguais à rainha dos baixinhos. Por que todas as apresentadoras dos programas infantis foram inspirados no modelo ariano? Que ideal de raça estava por trás disso? Por que os considerados mais belos das revistas de moda, de TV e até mesmo de esportes são invariavelmente os mais germânicos? Por que somente em 2004 tivemos a Taís Araújo como protagonista de uma telenovela na rede líder de audiência? E quando voltaremos a revê-la assim? Ser mestiço, portanto, é ainda um momento de passagem da condição inferior para a raça superior. O mulato na telenovela ainda é, como regra, representação do estereótipo do bundão, do mau caráter, do bandido ou do ressentido.
É por isso que não sou mulato. Só aceito o mulato como profissão. E é assim que vivem centenas de brasileiras afro-descendentes pobres que viajam pelo mundo vendendo a beleza dos seus corpos e dos seus movimentos em shows tipo sargentelli.
Sou brasileiro, com ascendência afro-índígena-portuguesa. Mas neste momento histórico só me interessa afirmar o que fui pressionado a negar. O país ainda precisa de um choque de negritude e de indigeneidade. Para chegar a ser pós-racial precisa antes ser multirracial. Precisamos reconhecer que nossa nação é um mosaico, onde vivem filhos de africanos, de japoneses, de libaneses e de europeus, além dos indígenas. Somente assim poderemos, no futuro, realizar o mito que tanto prezamos, e vir a ser um exemplo de democracia racial. Neste momento sou orgulhosamente o meu avô e bisavô, eu sou neguinho. E amanhã posso vir a ser a minha avó, nambiquara ou pataxó.
Diante da herança colonial que criou um sistema hierárquico de castas raciais, eu sou neguinho. Diante dos articulistas dos jornais que dizem que não somos racistas, mas alertam que se me assumo como negro sou ameaça de guerra civil, eu sou neguinho. Diante do senador que elogia o seu par mulato por estar apurando a raça ao se casar com uma "linda gaúcha dos olhos azuis", eu sou neguinho. Ou diante da mídia que em suas imagens insiste em reafirmar a branquitude como ideal da nação, eu sou aquele Caetano que tanto admiro, e não aquele inexplicável mulato anticotas. Sou negro preto do Curuzu. Sou beleza pura.
*Cineasta ("Filhas do Vento" e "A Negação do Brasil")

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Roda Viva em texto integral

17/06/2008

Agência FAPESP - O Memória Roda Viva, um novo canal de pesquisa na internet, foi lançado nesta segunda-feira (16/6). O projeto tem como objeto o acervo do programa Roda Viva, da TV Cultura, e é voltado para estudantes, pesquisadores e o público em geral.

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Fundação Padre Anchieta e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio de seu Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) e do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (Nepp). O projeto tem apoio da FAPESP por meio da modalidade de Auxílio a Pesquisa.

Inicialmente, o site reúne o texto integral de mais de 200 entrevistas com personalidades de diversas áreas, entre os quais Ayrton Senna, Dom Paulo Evaristo Arns, Drauzio Varella, Elza Soares, Emerson Fittipaldi, Fernando Henrique Cardoso, Fidel Castro, Gianfrancesco Guarnieri, Grande Otelo, Luís Carlos Prestes, Nelson Piquet, Oscar Niemeyer, Patch Adams, Paulo Autran, Pedro Almodóvar, Plínio Marcos e Telê Santana.

"O site disponibiliza o conteúdo do Roda Viva em um fantástico instrumento de pesquisa, que permite o acesso e a consulta à história do programa por qualquer pessoa que tenha acesso à internet", disse Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta.

O objetivo do site é oferecer o texto completo das mais de 1,2 mil entrevistas feitas em 21 anos de existência do programa. Aos textos são acrescidos vídeos com cerca de dois minutos que destacam parte da entrevista concedida ao programa e verbetes, ou seja, referências explicativas de termos, nomes e citações feitas pelos entrevistados.

Um sistema de navegação simples permite que se encontre rapidamente uma determinada entrevista. Além disso, um mecanismo de busca por palavras-chave e a divisão por cinco grandes temas (Ciência, Cultura, Economia, Esportes e Política) facilita pesquisas mais específicas.

"A publicação das transcrições das entrevistas cria um registro importante na história recente, assegura sua preservação definitiva, possibilita acesso livre a todo o conteúdo e reconstrói o processo de formação da agenda pública brasileira nas duas últimas décadas, quando se deu a discussão das questões mais relevantes de nossa atualidade, bem como a sua continuidade futura", disse Carlos Vogt, secretário do Ensino Superior e coordenador do Labjor.

Memória Roda Viva: www.rodaviva.fapesp.br

terça-feira, 27 de maio de 2008

Para Marina Silva:"política sem teologia é puro negócio"

Por Leonardo Boff (22/05/2008) - A saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente representa uma pesada perda de qualidade política do governo Lula. Por qualidade política entendo a competência do governante de manter a unidade dos contrários, contrários esses, inerentes a todo convívio social e democrático, que confere dinamismo e vida à sociedade. Marina Silva representava um pólo decisivo no governo e fundamental para uma política responsável pelo futuro da vida e da integridade do Planeta: o cuidado com o ambiente inteiro e com as condições ecológicas que garantem a vida em toda sua imensa diversidade. No outro pólo estão outros, em maior número, que perseguem um projeto, que nos remete ao século XIX, de crescimento material acelerado e a todo custo, sem considerar a mutação das consciências ocorrida no Brasil e no mundo face principalmente às perigosas transformações negativas do estado da Terra, ocasionadas, em grande parte, por aquele projeto. Missão do governante é ser um homem de síntese, capaz de articular os pólos e ter a sabedoria suficiente para decisões estratégicas, mesmo difíceis, que garantam o futuro de nossa existência neste pequeno Planeta. O atual presidente mostrou essa capacidade de síntese. Mas desta vez, parece-nos, se operou desastroso desequilíbrio. Com a ausência de Marina Silva, há o risco do pensamento único e da obsessão furiosa pelo crescimento fazendo crescer nossa dívida para com a natureza e as gerações futuras.

A ex-ministra Marina Silva mantinha tenaz coerência com a missão que se propôs de introduzir a partir de seu Ministério a transversalidade do cuidado ecológico em todas as instancias do poder, no esforço de conferir uma direção inovadora e à altura dos desafios contemporâneos ao desenvolvimento sócio-ambiental sustentável. Foi vista como obstáculo ao crescimento e como empecilho à modernização. E efetivamente era e precisava se-lo. Não é possível com tudo o que sabemos da história e da experiência recente continuar com o tipo de crescimento retrógrado que visa a acumulação à custa da devastação da natureza e do aprofundamento das desigualdades sociais. Há que se estigmatizar essa modernização conservadora e socialmente criadora de tantas vitimas no campo e nas cidades. As pressões contra a ministra vindas do interior do próprio governo e do exterior, de grupos poderosos ligados à pecuária e ao agronegócio solaparam a sustentação política e a viabilidade de seu trabalho, especialmente, com referência à preservação da floresta amazônica. Retirou-se do ministério pela porta da frente, com elevado espírito público e ético, protestando lealdade e fidelidade ao presidente.

Marina Silva era uma das reservas éticas do governo, uma referência de credibilidade para o Brasil e para o mundo. Mas ética era pouco para ela. Movia-a uma inspiração espiritual, de serviço à vida e de proteção a todo o Criado. Ela me faz lembrar a frase de um dos grandes pensadores da escola de Frankfurt que foi um rigoroso marxista e materialista: Max Horkheimer. No final de sua vida escreveu um instigante livro:"Saudade do totalmente Outro". Ai, como marxista e não como cristão, diz:"uma política, sem teologia, é puro negocio". E explicava:"teologia significa aqui, a consciência de que o mundo não é a verdade absoluta, que não é o fim; teologia é a esperança de que tudo não se acabe na injustiça que tanto marca o mundo, que a injustiça não detenha a última palavra". Estimo que Marina Silva mostrou em sua vida e prática a verdade desta sentença. Por isso todos lhe somos agradecidos e devedores.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

"Ajude a Destruir o Planeta"

Nesse texto polêmico e poderoso, Otávio Leal aponta a ferida causada no planeta por quem é carnívoro. Reflita e passe adiante (ainda é tempo).

Você que está lendo este artigo deve ver com indignação todas as atrocidades e falta de respeito com que alguns pseudos seres humanos tratam o planeta e a natureza.
A destruição da Amazônia, as queimadas, a total incompetência dos chamados dirigentes ou políticos.

Centenas de árvores estão sendo destruídas nesse exato momento e como todos sabem, as árvores são responsáveis pelo oxigênio do planeta e sem elas não poderíamos viver. Quando destruímos as árvores estamos também matando os animais que vivem nelas e liberando o dióxido de carbono, acelerando o efeito estufa e conseqüentemente destruindo nosso futuro.

Porque destruímos tanto as árvores? É para criar mais moradias? Não. É para criar pastos para a criação de gado. Todas as florestas estão sendo destruídas no ritmo de meio hectare a cada 5 segundos, para que muitos comam cadáveres (carne de gado).

Quando alguém come um hambúrguer é responsável pela destruição de 5 metros quadrados de floresta tropical. As pessoas que vêem as florestas sendo destruídas e comem carne, também são responsáveis por isso, além disso todos sabemos que a falta de água será um problema tão grande que poderá haver guerras por água e também, por isso é que hoje milhares de pessoas morrem. Por falta d'água.

Você sabe quanto de água é necessário para se criar um único bezerro? O suficiente para fazer flutuar um navio médio. Uma vaca, num gole bebe até 2 litros de água. Num dia, bebe 100 litros. Para produzir 1 Quilo de carne, gastam-se 43.000 litros de água. 1 kg de tomate com 200 litros de água.

Pode se pensar no incompetente "Governo" que te diz para não lavar o carro ou não tomar banho - Isso também é importante mas para você poupar realmente água, NÃO coma bicho morto (carne). Você sabia também que a indústria que mais consome energia elétrica é a do gado?
Você se preocupa com a fome no planeta? Se preocupa que hoje 980 milhões de pessoas vivem num estado de miséria absoluta, que 70 milhões de pessoas morreram no ano passado por inanição e que isso deve piorar se não mudarmos nossos hábitos?

O mesmo acre que produz 120 quilos de carne de boi pode produzir 20.000 quilos de batata; meio quilo de carne produziria 8 quilos de cereais. Isso é a diferença entre alimentar 1 pessoa e 160 pessoas.
Um acre pode alimentar vinte vezes mais pessoas se todas fossem vegetarianas. Cerca de 70 crianças morrem de fome todos os dias e nós temos condições de mudar isso se os comedores de putrefatos (carne) diminuíssem em 10% sua dieta assassina. Isso seria suficiente para alimentar crianças, homens e mulheres que no momento em que você lê esse artigo estão morrendo de fome com dores terríveis.

Sabia ainda que a quantidade de solo arável está diminuindo numa velocidade assustadora, devido a produção de carne e isso pode até acabar com a nossa capacidade de vivermos no planeta?

Se você vai naquela coisa nojenta chamada açougue, saiba que por trás do que se compra lá, está escondida a destruição de florestas, o alimento e a água dos nossos filhos e a extinção de várias espécies.
Não pense que sua decisão não fará diferença - fará muito - as pequenas mudanças no planeta hoje, tem conseqüências gigantes a longo prazo. Divulgue esse texto. Coloque-o na Internet. Faça algo.
Pense ainda nos animais. Será justo de nossa parte dar morte violenta e cruel a animais pacíficos?

Se você acredita que eles não tem morte violenta não leia mais este artigo pois você não tem cultura para entender nada do que estou escrevendo. Vá ler a revista Caras ou assistir ao Big Brother. Se você acredita que os animais são inferiores a nós deve acreditar também que a Terra não é redonda.

Os porcos são, por exemplo, criados em total confinamento, no meio do lixo, presos, sem higiene e engordados artificialmente, inclusive recebendo hormônios e antibióticos. Quanto ao gado eles são mantidos em jaulas, sem liberdade. Mais de 80% dos abates ocorrem sem nenhum tipo de fiscalização sanitária; há pouco tempo no Rio Grande do Sul descobriu-se patas e rabos de rato em lingüiças.

Olhe nos olhos dos animais quando eles são assassinados, marretados nos abatedouros que são do 50% no Brasil ( os outros são sangrados vivos) por "homens covardes" e veja um raio de luz através do qual a vida deles olha para fora e para cima, em direção ao grande poder do nosso domínio sobre eles, e pede por amizade.

Como você pode aceitar colocar dentro de você um animal que viajou centenas de quilômetros a pé ou apertado na carreta de um caminhão (dirigido por um "homem") , sem água ou qualquer alimento. Ao chegar no local do abate ficam de 2 a 4 dias no pátio do matadouro, recebendo apenas água e sofrendo por antever o futuro...

Na hora do sacrifício, os animais são empurrados por um longo corredor apertado e ficam desesperados, horrorizados, tentam fugir, tentam lutar pela própria vida, mas no final do corredor lhe espera um "homem" que lhe golpeia com uma marreta na cabeça ou um disparo na testa com um pistola de ar comprimido o animal fica fraco, tonto, cai com os olhos abertos, mas logo é suspenso por um guindaste enquanto ele ainda se debate por liberdade saem lágrimas nos olhos quando é finalmente degolado vivo. Seus olhos ficam vazios.

Nesse ponto os "homens" usam as facas e o animal deixa de existir, para que poucos comam sua carne e para as fezes e o sangue poluírem os rios.Visite um matadouro. Pense que se os animais falassem, diriam:
- Deixem-me vivo. Parem de me matar. Olhem nos meus olhos.
Você quer então ajudar a salvar o planeta? Não quer se sentir responsável pela morte de crianças? Quer preservar as árvores e o solo?
Então mude sua alimentação. O seu poder de fazer a diferença está em suas mãos quando for no supermercado, restaurantes ou na sua cozinha. Você não precisa sair por ai e salvar a vida de alguém. Você pode fazer isso somente alterando sua alimentação e é claro tendo muito mais saúde e disposição. Quanto aos benefícios de uma dieta sem carniça (carne vermelha), leia a respeito mais já saiba de antemão que cientistas confirmam ser a carne responsável por doenças do coração, câncer no intestino, diminuição do apetite sexual e muito mais.

Obs: A Argentina ERA o maior consumidora de carne do planeta, hoje muitos não tem o que comer. O Brasil é o 4º consumidor e tem 172 milhões de cabeças de gado bovino.