Célula Vermelha

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"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira!" CHE

Mobilização na Paulista

Mobilização na Paulista
Integrantes da Célula na mobilização da Paulista

Mobilização na Av. Paulista

Mobilização na Av. Paulista
Cerca de 40 mil professores da rede Estadual de ensino tomaram à Av. Paulista nesta sexta dia 12/03/2010

sábado, 19 de novembro de 2011

Astronautas norte-americanos vão ao espaço de carona

Os Estados Unidos não são mesmo mais aqueles. A até recentemente poderosa agência norte-americana para a exploração espacial - a NASA -, após o encerramento do programa dos ônibus espaciais, vai enviar seus astronautas ao espaço, para trabalharem, em órbita, na Estação Espacial Internacional, em foguetes russos Soyus. O contrato é de 753 milhões de dólares com a agência espacial russa - a Rossskosmos - para um total de 12 voos (o primeiro acaba de ser lançado).


http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=3256:a-semana-no-olhar-comunista-0019&catid=113:a-semana-no-olhar-comunista

Interesses do capital reduzem pesquisas com células tronco

A empresa norte-americana Geron, uma gigante da área médico-farmacêutica - anunciou o fim dos trabalhos de pesquisa com células-tronco embrionárias, uma linha de investigação certamente promissora de avanços na medicina capazes de superar doenças e lesões até hoje tidas como incuráveis. Como disse a pesquisadora Tatiana Coelho-Sampaio, da UFRJ, em entrevista a O Globo (17/11), "os rumos da pesquisa em saúde mundo afora são altamente afetados pelos interesses dos investidores de toda a sorte".

A razão da decisão da empresa se deu por interesses econômicos, que não aceitam riscos altos e buscam, essencialmente, o lucro, não importando se a fonte é um produto de consumo ou a saúde humana. É a essência do sistema capitalista.


http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=3256:a-semana-no-olhar-comunista-0019&catid=113:a-semana-no-olhar-comunista

Guantánamo, uma vergonha muito cara

Dados divulgados no El País atribuídos ao Departamento de Defesa dos EUA apontam Guantánamo como a prisão mais cara do mundo: os 171 detentos ali colocados – sem julgamento legal, é sempre bom lembrar – custam aos norte-americanos US$ 137 milhões por ano, ou US$ 800 mil cada um.

O site Wikileaks divulgou em maio deste ano o vazamento de 759 fichas secretas dos 779 presos que já passaram por aquele local desde 2002. Ao menos 150 detidos eram comprovadamente inocentes, e entre eles estavam idosos com demência senil, doentes psiquiátricos e professores. Os detentos de Guantánamo conquistaram o direito ao habeas corpus, sob a Constituição dos EUA, apenas em 2008.


http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=3256:a-semana-no-olhar-comunista-0019&catid=113:a-semana-no-olhar-comunista

Perigo off-shore

O vazamento de óleo na bacia de Campos, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, provocou uma mancha de 162 km² no mar. A situação, que preocupa ambientalistas, serve de alerta para os riscos da “corrida” pelo pré-sal. Tendo apenas a busca pelo lucro rápido à sua frente, ainda mais em um cenário de crise econômica, a iniciativa privada deve ficar menos atenta a segurança nas escavações...

Recessão européia

A Europa está à beira da recessão: a Zona do Euro ficou estagnada no terceiro trimestre deste ano, com alta de apenas 0,2% em seu PIB. De acordo com o Eurostat – órgão oficial de estatísticas –, ocorreram expansões de 0,5% na Alemanha e de 0,4% na França, mas economias como as da Grécia (queda de 5,2%), Portugal (-0,4%) e Espanha (0,0%) puxam o bloco para baixo.

Em mais uma mostra da crise européia, a segunda maior montadora do continente – PSA Peugeot Citroen – cortará 4 mil empregos na França em 2012, numa clara demonstração de que os trabalhadores continuam pagando pela crise.

Numa tentativa tímida, tardia e ineficiente de reduzir a sanha especulativa do sistema financeiro, que tem chantageado as economias européias através das agências de classificação de risco, declarações de banqueiros e agentes do “mercado”, o Parlamento Europeu aprovou lei que limitará a especulação com a dívida dos países da região, proibindo a partir de 1º de dezembro "vendas a descoberto" (sem ter os papéis em mãos) dos títulos da dívida soberana.

http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=3256:a-semana-no-olhar-comunista-0019&catid=113:a-semana-no-olhar-comunista

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Depoimento da professora Amanda Gurgel

http://www.youtube.com/watch?v=yFkt0O7lceA

Video onde esta bela e sincera, professora apresenta uma síntese dialética da situação da educação no Brasil

sábado, 14 de maio de 2011

A revolução pela paz começa em nós mesmos

10 de maio de 2011 às 17:02h

Satiagraha está longe de ser apenas o nome da operação desencadeada pela Polícia Federal, em 2004, contra a roubalheira de dinheiro público comandada por políticos, empresários e funcionários públicos. A palavra designa também o princípio da não-agressão e da revolução pela paz, preconizado pelo líder espiritual indiano Mahatma Gandhi, conhecido como Satyagraha (com “y”, em sânscrito).

Concebido inicialmente como um movimento pacífico de resistência da nação indiana à opressão do império britânico, na primeira metade do século XX, o termo passou a inspirar os ativistas da não violência, em todos os cantos do planeta.

Engana-se quem pensa, porém, que Gandhi cunhou o termo na intenção de sacralizar o povo indiano e demonizar o inglês. A revolução que propunha incluía todos e se assentava em uma mudança radical dos paradigmas morais dos próprios oprimidos, tanto quanto dos opressores. “A única revolução possível é dentro de nós”, dizia.

Mais de oitenta anos após sua criação, este conceito nunca esteve tão atual como no Brasil de maio de 2011, que se ocupa de infindáveis discussões sobre a eficácia da Campanha do Desarmamento, lançada no Rio de Janeiro pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no último dia 6.

Há um evidente, e grave, equívoco no modo como este debate tem sido fomentado, sobretudo pela grande mídia. Como de costume, parte expressiva dos veículos de comunicação de massa discutem este tema complexo de maneira quase sempre superficial e ingênua, quando não parcial e preconceituosa.

Atingem este primor do mau jornalismo aplicando uma grossa camada de verniz paternalista ao assunto, atribuindo unicamente às autoridades públicas a responsabilidade pela solução do problema e classificando de inútil ou demagógica qualquer tentativa de pacificar o povo por meio de campanhas educativas de massa.

Não dizem, porém, o que mais se espera deles: a verdade. É óbvio que o Estado é o principal gladiador na arena na qual se trava o combate à violência. Mas não é o único.

Este flagelo social só será reduzido a níveis toleráveis se houver um permamente e profundo envolvimento da sociedade, de três formas distintas: na denúncia impiedosa dos criminosos à Justiça, na criação de mecanismos coletivos de fiscalização e controle (a polícia comunitária, por exemplo) e, acima de tudo, no rompimento radical com a cultura da violência que invade mentes e corações de boa parte dos cidadãos.

Disto decorre que não são apenas os criminosos os arautos da criminalidade. São também todos aqueles que coadunam ou praticam atos de violência, nas suas mais variadas expressões. Acreditar que o locus da violência são apenas as favelas e presídios é pura expressão de preconceito. Seu habitat é o tecido social. E seu núcleo está dentro dos lares de muitos de nós.

Há muita coisa em comum entre os autores dos 50.113 homicídios que ocorreram em 2008 (último dado oficial do Ministério da Justiça) e os irresponsáveis que matam suas vítimas no trânsito – nada menos que 42 mil cidadãos, anualmente, segundo o portal SOS Estradas. Gênero de violência que também chamamos de imprudência.

Não é diferente o que ocorre com os marginais travestidos de torcedores de futebol que matam amantes do esporte, estupidamente, dentro e fora dos estádios. Gênero de violência que também chamamos de vandalismo.

Idem em relação aos canalhas da latinha que, sem compromisso nenhum com o desenvolvimento sócio-cultural deste País, veiculam programas de rádio e TV calcados no “mundocanismo” apenas para ganhar dinheiro às custas da miséria humana. Gênero de violência que também chamamos de sensacionalismo.

O mesmo raciocínio se aplica, ainda, aos que torturam ou matam animais em nome da ciência (nos laboratórios), da diversão (nos rodeios), do progresso (nas florestas) ou da ambição (nos canis, gatis, pet shops e aviários de produção em massa). Gênero de violência que também chamamos de crueldade.

Imprudência, vandalismo, sensacionalismo e crueldade são facetas diferentes de um mesmo prisma a nos provar que a violência, tal qual a paz, pode estar dentro de cada um de nós. Assim como o gentleman Dr. Jekyll e o psicopata Mr. Hyde, personagens em conflito que se fundem no mesmo ser no clássico “O Médico e o Monstro”, livro de ficção científica publicado em 1886, pelo escocês Robert Louis Stevenson.

Como diria Gandhi na sua pregação em defesa da aplicação do Satyagraha, a revolução pela paz tem que começar dentro de cada um de nós, porque assim como todas as formas de violência, é em nós que pode estar sua origem. O resto é puro exercício de retórica.